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Publicado por :   Associação Ginecologistas   |   Dia : 07-06-2021   |   Gostar   Inicie a sua sessão para gostar e partilhar esta dica 137

Professora Nafissa Osman participa em discussão sobre acesso ao aborto seguro organizada pela FIGO, Ipas e o Centro de Direitos Reproductivos

Com a participação de especialistas da ONU

A Federação Internacional de Ginecologistas e Obstetras (FIGO) divulgou, no passado dia 22 de Abril, um sumário do que foi a discussão ocorrida no dia 18 de Março, na sessão, intitulada “Access to medical abortion and self–managed abortion. Key insights from health workers and human rights advocates: on guaranteeing human rights” – em Português, “Acesso ao aborto médico e ao aborto autogerido. Evento resultante da organização em parceria com o Centro de Direitos Reproductivos e o Ipas, com a presença de membros do Comité de Monitoria de Tratados e dos Detentores do Mandato de Procedimentos Especiais da Organização das Nações Unidas (ONU).


Na sessão, intitulada “Access to medical abortion and self–managed abortion. Key insights from health workers and human rights advocates: on guaranteeing human rights” – em Português, “Acesso ao aborto médico e ao aborto autogerido, as principais percepções de profissionais de saúde e defensores dos direitos humanos: sobre como garantir os direitos humanos” – foram avaliadas e tambem discutidos os principais desafios/barreiras para a realização do aborto médico e autogerido em África e na América Latina, reafirmou-se o carácter seguro dos comprimidos para aborto seguro e deixou-se ficar algumas recomendações para os especialistas da ONU.

Importa aqui notar que, tal como foi referido durante a apresentação por Patty Skuster, uma das moderadoras e Conselheira Jurídica Sénior do Ipas, é tomado como aborto médico o aborto não invasivo, induzido através da administração medicamentosa combinada de mifepristona e misoprostol, ou somente do misoprostol; e o aborto autogerido como quando a própria gestante tem informação sobre a sua elegibilidade e obtém acesso aos medicamentos apropriados e como utilizá-los,  realizando o procedimento a posterior sem a intervenção de um provedor de cuidados de saúde.

Da equipa de oradores fez parte a Professora Nafissa Osman, Directora Científica da Associação Moçambicana de Obstetras e Ginecologistas (AMOG), na qualidade de Membro do Comité da FIGO para o Aborto Seguro. A professora apontou o facto de que 97% dos abortos inseguros ocorrem em África, Ásia e América Latina, mas o risco de morrer devido a um aborto inseguro é mais elevado em Africa onde ainda há muito por fazer para que a mulher e a rapariga tenham acesso ao aborto seguro. Até a este momento somente 3 dos 55 países africanos permitem o aborto mediante a solicitação, nomeadamente Moçambique, África do Sul e Tunísia.

“Existem muitas barreiras/desafios para o acesso ao aborto nas unidades de saúde. Isso inclui a implementação da lei, políticas e diretrizes que muitas vezes são lentas, o papel dos próprios valores pessoais, crenças e atitudes dos prestadores de serviços que podem estigmatizar mulheres/meninas solicitando o aborto, e a falta de serviços de aborto seguro funcionais (incluindo equipe treinada e fornecimento de medicamentos) – inclui a disponibilidade de serviço de aborto seguro gratuito, acessível e aceitável... Essas barreiras afetam negativamente o acesso de mulheres/meninas marginalizadas ao aborto seguro, especialmente aquelas de sectores pobres e marginalizados que correm maior risco de altos níveis de violência e aborto inseguro” – disse a Professora Nafissa, durante a sua apresentação.

Para mais informações sobre a discussão e acesso a apresentação, consulte os seguintes links:

Vídeo da discussão – https://www.youtube.com/watch?v=T9cYiU4gxrI

Artigo da FIGO – https://www.figo.org/news/access-medical-abortion-and-self-managed-abortion

Apresentação em PDF – https://www.figo.org/sites/default/files/2021-04/Slides%20MA%20briefing_ENG.pdf


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