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Publicado por :   Associação Ginecologistas   |   Dia : 14-10-2021   |   Gostar   Inicie a sua sessão para gostar e partilhar esta dica 272

17 de Setembro de 2021 / Dia Mundial da Segurança do Paciente

Por Dra. Nafissa Osman

Tendo como pano de fundo os avanços nas áreas clínicas nas últimas seis décadas, a ampliação do acesso aos serviços de saúde ao longo dos anos e a difusão da informação em saúde, que barreiras e desafios ainda precisam ser enfrentados quando falamos de segurança do paciente?


Na minha opinião, a segurança do paciente nas nossas unidades sanitárias tem a ver com a qualidade dos serviços que prestamos.

Toda a equipa de saúde desde o trabalhador da limpeza que deve limpar a unidade sanitária seguindo um protocolo de descontaminação e desinfecção do ambiente e das superfícies como camas, cadeiras, mesas etc; até aos técnicos, enfermeiros e médicos que devem seguir os protocolos individuais de prevenção e controle das infecções. 

Também devem aplicar os mesmos princípios no manuseio de todos os materiais necessários ao tratamento do paciente, de modo a evitar que ele adquira uma infecção dentro da unidade sanitária.

Oferecer serviços de qualidade ao paciente garante a segurança deste, pois se baseiam em protocolos clínicos atualizados regularmente com base em evidência científica e o pessoal de saúde deve cumprir com estes protocolos.

Falando especificamente da segurança do paciente durante o parto, os mesmos princípios se aplicam a todos os provedores de serviço das maternidades de modo a que a parturiente receba serviços de qualidade para sair da maternidade com o seu bebé e uma experiência positiva.

Nos últimos anos houve sim muitos avanços, aumentou-se bastante o acesso à saúde com mais unidades sanitárias, mas persistem desafios como o número insuficiente de enfermeiras de saúde materno-infantil e outros clínicos bem treinados para oferecer serviços de qualidade, a falta de equipamentos, insumos e medicamentos necessários em cada uma das maternidades, desde os centros de saúde do nível primário, aos hospitais de referência para onde devem chegar atempadamente todas as mulheres que tenham uma complicação durante o parto ou após o parto. Isto exige uma ambulância ou outro transporte disponível no momento certo sem demoras, para levar esta parturiente para o hospital de referência onde deve estar uma equipa capaz de oferecer um serviço de qualidade e seguro a esta parturiente.

Outra barreira tem a ver com tradições e crenças ao nível da comunidade que demoram a decidir levar a gestante à unidade sanitária e por vezes ela chega numa situação muito grave e difícil de resolver. 

Por isso, é necessário trabalhar com a comunidade para as mulheres grávidas terem o seu parto nas maternidades, mas também ao nível de todas as unidades sanitárias, para garantir que todos os partos sejam realizados por pessoal capacitado a oferecer serviços de qualidade e por isso seguros.

Mensagem da AMOG alusiva ao Dia Mundia do Paciente


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